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	<title>Mem&#243;rias de um puto n&#227;o-virgem</title>
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	<description>E a&#237;??? Eu sou o Patrick, 17 anos, interior de S&#227;o Paulo. Sou bissexual e resolvi escrever este blog pra gravar em algum lugar as coisas que t&#234;m me atormentado, pensamentos, d&#250;vidas, indecis&#245;es, decis&#245;es, minhas primeiras experi&#234;ncias! At&#233; mais!</description>
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		<title>XXXIV___O_po&#231;o_tem_fundo?__pt_II</title>
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		<dc:date>14.04.07</dc:date>
		<dc:creator>Soubi</dc:creator>
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		<description>*continua&#231;&#227;o do post anterior***Ainda que n&#227;o me arrependesse de ter enchido a cara, como eu lamentava profundamente ter preocupado e decepcionado a dona Norma, eu decidi dar um tempo. Pelo jeito eu havia passado o numero do meu celular para o &#8220;Nada&#8221;, porque, dois dias depois do vexame, ele me ligou, me chamando pra sair de novo com eles. Mas, como eu estava resolvido a n&#227;o repetir o que havia acontecido, disse que n&#227;o ia poder, dei uma desculpa qualquer. Mas anotei o celular dele na agenda do meu.*Em vez disso, fui tentar arrumar o que fazer pra me distrair. Joguei uns jogos no v&#237;deo-game, escutei m&#250;sica, reli alguns trechos dos livros que eu mais gostava... e, &#233; &#243;bvio, aquilo logo se tornou chat&#237;ssimo. Joguei tudo &#8211; livros, controle do v&#237;deo-game e do aparelho de som &#8211; do lado da cama, fechei a janela do quarto e enfiei a cara no travesseiro. Eu sabia muito bem o que eu queria... do que estava sentindo falta...*Por mais que eu tentasse desesperadamente, n&#227;o conseguia me acostumar &#224; falta dos bra&#231;os do Pedro em volta de mim... de sentir a respira&#231;&#227;o dele no meu ouvido, quando dorm&#237;amos agarrados ali mesmo, naquela cama... era t&#227;o desesperador abrir o MSN e saber que ele n&#227;o ficaria online, dava tanta ang&#250;stia olhar pra piscina e ter a sensa&#231;&#227;o de que faltava nela aquele garoto lindo, com aquele sorriso brilhante, chacoalhando os cabelos pra jogar &#225;gua no meu rosto... ou ent&#227;o entrar no banheiro e ver s&#243; uma toalha pendurada, e o lugar da toalha que ele usava, vazio... a escova de dentes dele, na qual eu n&#227;o tive coragem de tocar desde que ele fora embora, ali na prateleira do arm&#225;rio, sobre a pia... quando eu me dei conta, j&#225; estava chorando compulsivamente de novo. Aquela dor indescrit&#237;vel que dilacera o peito, que parece espantar qualquer pensamento feliz... tudo voltava, as lembran&#231;as de n&#243;s dois juntos, o sorriso dele, o cheiro dele, o beijo dele... quanto mais eu tentava afastar aquelas lembran&#231;as, com mais for&#231;a elas me invadiam e me machucavam. &#8220;Tu foste pra mim, meu amor, como um dia de sol&#8221;, dizia a m&#250;sica que ele me mandara... eu j&#225; n&#227;o sabia o que era o sol h&#225; algum tempo. E aquilo do&#237;a demais.*Do&#237;a tanto que eu j&#225; estava com raiva de mim mesmo por n&#227;o estar conseguindo esquec&#234;-lo de vez. Ele deixara bem claro &#8220;como foi lindo o que morreu&#8221;. Morreu. Ele n&#227;o sentia mais nada por mim, se ele tinha conseguido me esquecer assim com tanta facilidade... por que eu n&#227;o poderia? &#201;, estava mais do que na hora de eu partir pra outra, dar um rumo na vida... eu ficava dizendo pra mim mesmo que o Pedro n&#227;o apenas estava longe, muito longe, mas tamb&#233;m que ele n&#227;o me amava mais. E, se ele n&#227;o sentia mais nada por mim, n&#227;o haveria um &#250;nico motivo pra eu ficar chorando por ele. E foi assim que eu tive uma id&#233;ia da qual eu ia, depois, me arrepender muito, mas muito mesmo.*Levantei da cama esfregando o nariz, liguei o computador e entrei no site do Bate-papo do UOL. N&#227;o demorou muito pra eu descobrir as salas de Ribeir&#227;o. Eu nunca havia entrado nelas, sempre que entrava no bate-papo &#8211; o que significa &#8220;quase nunca&#8221; &#8211; era nas salas &#8220;por idade&#8221;. Mas quando entrei numa das salas de Ribeir&#227;o, com o meu nome de nickname mesmo, n&#227;o demorou nada pra duas ou tr&#234;s pessoas saltarem na tela, perguntando &#8220;quer tc?&#8221;, ou &#8220;e ai, blz? Afim de tc???&#8221;. E duas delas tinham nick de homens. Eu sa&#237; imediatamente da sala, nervoso. Nossa, eu estava realmente fazendo aquilo. Tentando conhecer algu&#233;m pela Internet. Eu tinha id&#233;ia das complica&#231;&#245;es que isso pode trazer, mas... troquei o apelido, inventando um nome qualquer, e voltei a entrar na mesma sala. Claro que novamente pessoas vieram falar comigo. Mas dessa vez eu respondi.*Era muito estranho. Eu nunca havia feito aquilo antes, quero dizer, entrar na Internet para conversar com outros garotos para... bem, para buscar algu&#233;m pra conhecer. Eu s&#243; entrava pra bater papo mesmo, jogar conversa fora com pessoas desconhecidas, mas nunca passava disso. Mas naquele dia foi diferente. Eram garotos que, como eu, gostavam de garotos. Mor&#225;vamos na mesma cidade. Meu deus, e se eu encontrasse algu&#233;m do meu col&#233;gio ali??? Ao pensar nisso, eu quase desisti de novo. Mas, quando ia clicar no bot&#227;o pra sair da sala, apareceu uma mensagem de um cara com o nick de &#34;cara_legal&#34;, ou &#34;maneiro&#34;, algo assim. Perguntando se eu estava ocupado. Eu larguei o mouse e digitei: &#8220;n&#227;o to n&#227;o...&#8221;.*E assim n&#243;s come&#231;amos a conversar. Ele tinha um papo legal, e morava longe da minha casa, o que era um bom sinal. Mas a conversa foi avan&#231;ando, ele perguntando o que eu procurava na net, eu dizendo que n&#227;o sabia ainda, que nunca tinha conhecido ningu&#233;m da net, e tal. Ent&#227;o ele perguntou a minha idade e, quando eu disse que tinha 15 anos, ele saiu da sala. Eu fiquei l&#225;, com cara de besta, olhando pro monitor. Supus que ele fosse bem mais velho, pra simplesmente fugir da sala quando eu disse que tinha 15 anos. Ent&#227;o eu tamb&#233;m sa&#237; da sala e entrei em outra, mudando o nick de novo, mas dessa vez colocando nele: &#8220;15a&#34; na frente do nome, assim pelo menos quem viesse conversar comigo j&#225; saberia. Ent&#227;o, assim que entrei na sala, vi um nick interessante: &#8220;garoto carente&#8221;. Cliquei nele e perguntei se ele queria conversar, e ele disse que sim. E foi por causa desse &#8220;sim&#8221; que tudo aconteceu...</description>
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	<item rdf:about="http://soubi.blog.terra.com.br/xxxiv_o_poco_tem_fundo_pt_i">
		<title>XXXIV___O_po&#231;o_tem_fundo?__pt_I</title>
		<link>http://soubi.blog.terra.com.br/xxxiv_o_poco_tem_fundo_pt_i</link>
		<dc:date>14.04.07</dc:date>
		<dc:creator>Soubi</dc:creator>
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		<description>*Ouvindo: Lifehouse's &#34;Chapter One&#8221;.*&#8220;All the leaves are turning and the sky fades to grayStrange our life coincides with the seasons of todayWho's to say where the wind will blowWhat happens when everything is lying on the groundDo you pick up the pieces all aroundAnd if the world should fall apart hold on to what you knowTake your chances turn around and goCarry on you sayBring the best of todayAll I see is struggling on the way&#8221;.***Voc&#234;s j&#225; tiveram a sensa&#231;&#227;o de estarem numa daquelas cenas de desenho animado em que aparecem um diabinho e um anjinho, um de cada lado da sua cabe&#231;a, falando coisas diferentes no seu ouvido? Dando conselhos absolutamente opostos? Pois &#233;. Foi assim que eu me senti nas semanas seguintes ao vexame com a dona Norma. Que vergonha, deus.*Eu cheguei em casa cedo naquele dia em que sa&#237; da festa com os caras mais velhos. Cedo mesmo: passava das cinco e meia da manh&#227;. A dona Norma estava na cozinha, e correu abrir a porta que d&#225; pra &#225;rea de servi&#231;o quando ouviu o port&#227;o se abrindo. Quando eu cheguei perto o suficiente pra ela me encarar, ela disparou, afobada:- Meu Deus garoto! Aonde voc&#234; tava??? Eu aqui morrendo de preocupa&#231;&#227;o, liguei no seu celular n&#227;o-sei-quantas-mil vezes!!! Patrick! Que cheiro &#233; esse?? &#8211; ela perguntou, quase me chacoalhando.&#8220;N&#227;o &#233; nada... v&#244; pro quarto...&#8221;*Eu estava b&#234;bado. Bastante b&#234;bado. Mas ainda andava (bastante torto, &#233; verdade) e at&#233; conseguia entender boa parte do que ela falava. Mas sabem quando voc&#234; pensa as palavras mais r&#225;pido do que pode diz&#234;-las? Ent&#227;o. E olhem que eu estava pensando bem lentamente, o que significa que a dona Norma ficou muito assustada. Eu tenho certeza de que entendi o que ela disse porque, depois de acordar, naquela tarde, com um cheiro horr&#237;vel de &#225;lcool no quarto, eu me lembrei de tudo o que ela disse. Mas acho que na hora em que ela disse eu n&#227;o tinha condi&#231;&#245;es de responder nada. E ela deve ter percebido isso, porque me levou &#224; for&#231;a pro meu quarto &#8211; e digo &#224; for&#231;a n&#227;o porque eu estivesse voluntariamente resistindo, eu queria ir pra l&#225;, s&#243; que n&#227;o conseguia sozinho, principalmente devido aos m&#243;veis que pareciam se jogar no meio do caminho. Ela me sentou na cama e foi pro banheiro, e, segundos depois, fui arrastado para o chuveiro. A dona Norma arrancou minha roupa, me deixando s&#243; de cuecas, e me tacou debaixo d&#8217;&#225;gua fria. Santo deus, que sensa&#231;&#227;o horr&#237;vel! Parecia que eu estava acordando, aterrorizado, de um pesadelo alucinante. Principalmente porque eu tenho um problema com muita &#225;gua caindo sobre a minha cabe&#231;a. N&#227;o consigo ficar debaixo de cachoeiras, por exemplo. Me d&#225; falta de ar, desespero, enfim, eu geralmente fico com a cabe&#231;a abaixada enquanto tomo banho, deixando a &#225;gua cair no pesco&#231;o, n&#227;o sobre a cabe&#231;a. Ent&#227;o, com a &#225;gua gelada, ainda por cima, pareceu que eu estava levando um choque. Tentei desligar o chuveiro, mas a dona Norma n&#227;o deixou. Ficou segurando meus bra&#231;os, enquanto falava coisas como &#8220;onde j&#225; se viu!&#8221;, &#8220;n&#227;o &#233; nenhuma crian&#231;a&#8221;, &#8220;me mata de preocupa&#231;&#227;o&#8221;, &#8220;sem ju&#237;zo algum!&#8221;. Confesso que, na hora, eu n&#227;o estava ligando muito. Mas...**Quando abri os olhos, eles demoraram pra entrar em foco. Vi tudo quadruplicado, triplicado, duplicado, e enfim tudo se acertou. Minha boca estava sequ&#237;ssima, como se eu tivesse comido um saco de areia. N&#227;o que eu j&#225; tenha comido um saco de areia, mas imagino que a sensa&#231;&#227;o deva ser parecida. Olhei pro rel&#243;gio: quatro e meia da tarde, o que significava que eu tinha dormido por quase doze horas. O cheiro de &#225;lcool no quarto era absurdamente insuport&#225;vel. A janela estava fechada, fazia um calor horr&#237;vel. Eu me levantei rapidamente, e ca&#237; sentado na cama porque me deu tontura. At&#233; que fazia sentido, j&#225; que h&#225; muito tempo que eu n&#227;o comia nada. Em vez de tentar me levantar novamente, fiquei l&#225;, com a cabe&#231;a apoiada nas m&#227;os, e os cotovelos apoiados nos joelhos, tentando me lembrar do m&#225;ximo poss&#237;vel. E o pior &#233; que eu consegui.*Enquanto falava algumas frases aparentemente sem muita conex&#227;o umas com as outras, a dona Norma quase chorava. E, de uma maneira um pouco ego&#237;sta, eu desejei que fosse de preocupa&#231;&#227;o, e n&#227;o de decep&#231;&#227;o, porque decepcion&#225;-la seria devastador pra mim. Logo ela, que j&#225; tinha me dado tanto apoio... deus do c&#233;u, ela me ajudou a enganar os pais do Pedro, pra que ele pudesse viajar comigo... ela at&#233; foi conosco, porque sen&#227;o n&#227;o poder&#237;amos ir... isso sem falar na maneira como ela criticou a filha, me defendendo, e defendendo o que eu sentia pelo Pedro... e era assim que eu retribu&#237;a. N&#227;o que eu achasse que ela esperava alguma coisa em troca do que ela havia feito por mim a vida inteira, porque as m&#227;es nunca esperam nada em troca... mas esse era um consolo muito fraco, e eu continuava sem coragem de sair do quarto e arriscar encar&#225;-la.*Por fim me levantei e abri a janela, tirei a roupa de cama e coloquei len&#231;&#243;is limpos, e fui escovar os dentes &#8211; tr&#234;s vezes seguidas. Liguei o aparelho de som e coloquei um cd da Enya e deixei l&#225;, tocando bem baixinho. Sentado na cadeira do computador, continuava buscando coragem pra sair do quarto. Mas n&#227;o foi preciso. Em alguns minutos ela bateu na porta, tr&#234;s vezes, antes de eu conseguir dizer:&#8220;Entre&#8221;.- Boa tarde. T&#225; melhor?Eu n&#227;o sabia se ela estava me olhando ou n&#227;o, porque n&#227;o tive coragem de encar&#225;-la. S&#243; balancei a cabe&#231;a afirmativamente. Ela continuou:- Trouxe um lanche pra voc&#234;. Come sen&#227;o desmaia de fraqueza.Balancei a cabe&#231;a de novo e ela colocou a bandeja sobre o ba&#250; que ficava no p&#233; da cama. Antes de sair do quarto, ela disse:- Isso acontece com todo mundo, Patrick. S&#243; que a gente fica numa preocupa&#231;&#227;o danada! Tem que tomar cuidado pra n&#227;o fazer mal pra voc&#234; mesmo. E essas coisas fazem mal. N&#227;o to dizendo que n&#227;o &#233; pra voc&#234; se divertir, s&#243; pra ter cuidado e a cabe&#231;a no lugar &#8211; e saiu, fazendo com que eu me sentisse pior ainda.*Naquele dia, e no dia seguinte, a dona Norma fez de tudo pra eu achar que estava tudo bem, mas eu percebi que n&#227;o estava. Ela estava preocupada. Aquela situa&#231;&#227;o nunca tinha existido entre a gente. Depois de ela ter me defendido, quando a Evelyn me viu com o Pedro no meu quarto, aquela foi a segunda vez em que agiu como uma genu&#237;na m&#227;e, protetora, enfim, m&#227;e. E logo na segunda vez, eu agia como um filho-problema. Deus, eu nunca fora um filho-problema pros imbecis dos meus pais, que certamente mereceriam todo tipo de problemas com o filho, mas fui ser um problema logo com a dona Norma. A &#250;nica pessoa que se importava comigo...*E ent&#227;o voltamos ao come&#231;o do post. O diabinho e o anjinho. Eu tinha certeza que havia dado mancada. Sabia disso, e estava genuinamente arrependido de ter preocupado a dona Norma. Mas... por outro lado, n&#227;o me arrependia do que tinha feito, por algum motivo. Quero dizer, n&#227;o me arrependia de ter enchido a cara, de ter fumado, de ter sa&#237;do de carro com caras mais velhos e completamente irrespons&#225;veis. Meu remorso se resumia no que eu fiz &#224; dona Norma, mas se ela n&#227;o tivesse me visto chegar, se eu tivesse chegado bem, ent&#227;o... n&#227;o haveria remorso algum. Por algum motivo.</description>
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	<item rdf:about="http://soubi.blog.terra.com.br/xxxiii_um_novo_dia_parte_ii">
		<title>XXXIII_Um_novo_dia_parte_II</title>
		<link>http://soubi.blog.terra.com.br/xxxiii_um_novo_dia_parte_ii</link>
		<dc:date>03.04.07</dc:date>
		<dc:creator>Soubi</dc:creator>
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		<description>*continua&#231;&#227;o do post anteriorEnquanto eu tomava banho, fiquei pensando se aquilo seria uma boa id&#233;ia. Ir a uma festa onde estariam justamente o povo do col&#233;gio que n&#227;o gostava de mim. Bem, eles n&#227;o gostavam de muita gente, &#233; verdade, mas eu me inclu&#237;a nesse grupo privilegiado. Eu provavelmente seria harassed, importunado, zoado, &#8220;melindrado&#8221;. Mas... saber? Que se fodesse. Eu ia e acabou. Quem quisesse se sentir incomodado com isso, nossa, eu n&#227;o ia dormir ontem de tanto lamentar. E &#224;s nove e pouco a tal da Mar&#237;lia me ligou, combinando de me pegar em casa mesmo. O irm&#227;o da Lu&#237;sa tinha uma cara de quem estava profundamente irritado por ter de servir de motorista &#224; irm&#227; e aos amigos pivetes. Ele devia ter uns vinte e poucos anos, e era bem bonito. Nem olhou pra minha cara direito, simplesmente acelerou depois de eu entrar no carro.A ch&#225;cara do tal Luis Guilherme era um pouco longe da cidade, quer dizer, da parte habitada da cidade. Ficava perto de uma das usinas de cana, e quando chegamos j&#225; havia bastante gente l&#225;. Muitas caras conhecidas, do col&#233;gio, e algumas que eu nunca havia visto antes, provavelmente de outras escolas. A Mar&#237;lia estava dizendo que haviam sido vendidos mais de trezentos convites para a festa. Um guri imbecil de 16 anos fazendo festa para 300 pessoas. Um promoter com futuro promissor, sem d&#250;vida e quase sem ironia.O pior de tudo &#233; que eu n&#227;o poderia falar mal da festa. Ela estava realmente boa. M&#250;sica legal, ilumina&#231;&#227;o da hora... refrigerante &#224; vontade, e, &#233; claro, algu&#233;m deu um jeito de contrabandear bebida pra dentro da ch&#225;cara. E, por algum motivo, desconfio que tivesse sido o pr&#243;prio dono da festa, pois era a TTH &#8211; Turma do T&#250;lio Henrique &#8211; que estava enchendo a cara. Ali&#225;s, falando em T&#250;lio Henrique... j&#225; passava das dez da noite quando, pelo jeito, ele n&#227;o se controlou mais. Eu j&#225; havia percebido que ele estava olhando para mim desde que eu chegara. Com certeza fez algum coment&#225;rio com os amigos, pois eles tamb&#233;m olharam pra mim e riram. Mas, at&#233; ent&#227;o, era s&#243; isso. E, sendo ele quem era, n&#227;o perderia a oportunidade, &#233; claro. Eu tomava Coca-cola quando ele chegou perto de mim com quatro dos seus &#8220;capangas&#8221;. - Olha s&#243; quem j&#225; esqueceu o &#8220;amigo&#8221;... -, disse ele, enfatizando muito o &#8220;amigo&#8221;. Eu fingi que n&#227;o ouvi e dei as costas pra eles, indo pra outro canto da ch&#225;cara. Ent&#227;o ouvi atr&#225;s de mim: - Faz bem em ir pra festas, porque o meu irm&#227;ozinho querido est&#225; se divertindo pacas l&#225; no Canad&#225;. Sabe como &#233;, ele sempre foi o mais... insens&#237;vel.Eu n&#227;o ia dar trela, n&#227;o podia. Era justamente o que ele vinha querendo desde que eu me mudei para o COC, e, mais que isso, depois que eu me tornei o melhor amigo do irm&#227;o dele. Um motivo para juntar um bando e me bater. Seria muita burrice aceitar a provoca&#231;&#227;o, por mais que eu quisesse. Continuei andando e n&#227;o olhei para tr&#225;s, apesar de eles continuarem me azucrinando, aos berros.&#8220;O meu irm&#227;ozinho querido est&#225; se divertindo pacas l&#225; no Canad&#225;&#8221;... aquilo n&#227;o devia me afetar, afinal eu j&#225; havia esquecido o Pedro. Ent&#227;o... por que, mesmo eu sabendo que o T&#250;lio provavelmente s&#243; dissera aquilo para me provocar, do&#237;a tanto? Por que eu ficava pensando nele, numa festa como aquela, s&#243; que cheia de canadenses gatinhos que estavam fazendo fila pra &#8220;experimentar&#8221; o meu namorado. EX-namorado... Droga...Vejam como s&#227;o as coisas, como parece que elas acontecem de prop&#243;sito, e n&#227;o por acaso. Eu havia acabado de me sentar num banco sob uma &#225;rvore, um pouco longe de onde a festa rolava mesmo, quando ouvi umas vozes. Olhei para os lados e vi tr&#234;s garotos mais velhos, deviam ter dezoito ou dezenove anos. Estavam bebendo e fumando. Escondido. Ent&#227;o eles perceberam que eu estava ali, e um deles disse, meio b&#234;bado: - Ei, quem &#233; voc&#234;? &#8220;Ningu&#233;m, cara, j&#225; to voltando pra festa. Foi mal atrapalhar a&#237;&#8221;, eu respondi, j&#225; levantando do banco. Ent&#227;o, surpreendentemente, a mesma voz disse: - N&#227;o, chega mais a&#237;. Eu hesitei um pouco, e ele insistiu: - Chega a&#237;, mano. De boa. Quando me aproximei o suficiente pra poder distinguir os rostos e, principalmente, o que havia nas m&#227;os deles, o mesmo ara disse: - Beleza cara? Senta a&#237;. D&#225; um copo pro moleque a&#237;, Bola. Saca s&#243;, eu sou o Nada, esse com os copos &#233; o Bola e esse malacabado aqui &#233; o Dig&#227;o. Galera gente boa.&#201;, eu podia notar. Estavam os tr&#234;s quase b&#234;bados, com duas garrafas de vodka quase secas, e uns ma&#231;os de cigarros, todos abertos, no ch&#227;o. O tal do &#8220;Nada&#8221; (tirando o &#8220;Nada&#8221;, de quem eu me lembro muito bem, os apelidos dos outros dois eu inventei, porque tamb&#233;m n&#227;o me lembro) pegou um copo vazio da m&#227;o do Bola, encheu at&#233; a metade com vodka e me entregou. Eu fiquei um tempo olhando pro copo. Meu, quem &#233; que toma vodka pura e quente? Nem russo faz isso! - Vai, mano, bebe a&#237;. &#201; vodka boa!Acho que aquele foi um momento decisivo no que seria minha vida nas semanas seguintes. Eu poderia ter largado o copo ali e ido embora, mas, por um desses motivos que a gente nunca chega a descobrir de verdade, eu virei a porcaria, e achei que minha garganta fosse derreter. Meu Deus, como aquilo era ruim! Senti o est&#244;mago embrulhar na hora, e mal ouvi os tr&#234;s &#8220;me cumprimentando&#8221; por ter virado meio copo de vodka. Claro que o Nada tornou a p&#244;r mais bebida no copo que eu acabara de esvaziar.Eu me lembro que at&#233; cheguei a pensar que n&#227;o havia motivo pra eu fazer aquilo, mas n&#227;o me censurei muito. Antes de come&#231;ar a beber o segundo copo, eu estava com um cigarro aceso na m&#227;o. E, sob os aplausos dos meus tr&#234;s &#8220;novos amigos&#8221;, o fumei inteiro antes de terminar de beber a vodka.O que aconteceu depois de eu beber o segundo copo de vodka n&#227;o ficou muito bem gravado na minha cabe&#231;a, por motivos &#243;bvios. Me lembro de coisas esparsas, flashes, momentos. Lembro que eu sa&#237; da festa de carro com os tr&#234;s. Lembro que mandei uma mensagem no celular da Mar&#237;lia, dizendo que estava indo embora com uns amigos. Lembro que fumei e bebi mais, mas n&#227;o lembro o quanto. De pelo menos um cavalo-de-pau na avenida Francisco Junqueira, perto do Corpo de Bombeiros. E, apesar de depois ter querido desesperadamente esquecer, lembro da cara da Dona Norma (que me esperava aflita na cozinha), de decep&#231;&#227;o, quando eu cheguei em casa, com o dia clareando, b&#234;bado e cheirando a cigarro.</description>
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		<title>XXXIII_Um_novo_dia_parte_I</title>
		<link>http://soubi.blog.terra.com.br/xxxiii_um_novo_dia_parte_i</link>
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		<dc:creator>Soubi</dc:creator>
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		<description>*Ouvindo: Nickelback&#8217;s &#8220;Savin&#8217; me&#8221;.  &#8220;Show me what it's likeTo be the last one standingAnd teach me wrong from rightAnd I'll show you what I can beAnd say it for meSay it to meAnd I'll leave this life behind meSay it if it's worth savin' me&#8221;Pensando melhor, agora, se existe o inferno, e n&#227;o &#233; o que vivemos todo dia, certamente foi aquilo pelo que eu passei nos meses seguintes &#224; partida do Pedro para o Canad&#225;. Dizem que &#34;aquilo que n&#227;o me mata me fortalece&#34;, n&#227;o &#233; mesmo?  Pois naquela &#233;poca eu n&#227;o pensava assim. Logo que ele se foi parecia, sim, que aquela dor ia me matar. Mas depois... passou. Acho que o meu c&#233;rebro simplesmente bloqueou o Pedro por um tempo, talvez como um meio de auto-defesa. Eu j&#225; n&#227;o pensava mais nele, e, pra ser bem sincero, n&#227;o pensava em mais coisa alguma. Parecia que eu tinha um v&#225;cuo dentro da cabe&#231;a, e nada mais tinha muita import&#226;ncia.As aulas acabaram em Dezembro, eu fiz os testes e fiquei em Matem&#225;tica, mas por muito pouco, e consegui recuperar no exame. Eu j&#225; estava de saco cheio de ir &#224; escola, queria apenas ficar quieto no meu canto. Mas eu estava fazendo um esfor&#231;o pra dona Norma n&#227;o ficar muito preocupada comigo. Eu disse a ela que o Pedro e eu hav&#237;amos terminado, s&#243; por um tempo, enquanto ele estava no Canad&#225;. N&#227;o podia contar toda a verdade pra ela. N&#227;o podia dizer que o Pedro tinha estra&#231;alhado meu cora&#231;&#227;o, porque o que eu sofri com isso j&#225; havia sido suficiente, n&#227;o estava afim de sofrer por v&#234;-la tamb&#233;m chateada com isso tudo. Seria desnecess&#225;rio, afinal... afinal j&#225; havia passado e acabado mesmo.Pelo menos no come&#231;o das f&#233;rias eu ficava o dia todo em casa, no video-game, no PC, na piscina  ou sentado na cama, ouvindo m&#250;sica. Mas &#233; claro que logo os jogos acabaram, as m&#250;sicas come&#231;aram a se repetir e eu j&#225; criava avers&#227;o &#224; &#225;gua. Sem falar, &#233; claro, que eu fazia tudo isso sozinho. E desconfio que, por mais traum&#225;tico que seja o fim de um relacionamento, e por mais que n&#243;s queiramos dist&#226;ncia do mundo por algum tempo, vamos invariavelmente, mais dia menos dia, sentir falta nem que seja de estar em meio a outras pessoas. E no fim de Dezembro eu senti isso. Comecei a sair um pouco de casa. Ia ao shopping Santa &#218;rsula pra ver filme, ao clube jogar t&#234;nis, enfim, simplesmente pra n&#227;o ficar em casa. E foi a&#237; que come&#231;ou.Era uma ter&#231;a-feira, e eu estava no Regatas, o clube onde ia jogar t&#234;nis, na quadra coberta, esperando dois caras terminarem o jogo. O lugar estava cheio, na maior parte de pessoas da minha idade, entre uns 14 e 18, mais ou menos (afinal era no meio da semana). Tinha uma galera com raquetes, esperando pra poder jogar, e algumas pessoas que aparentemente s&#243; tinham ido assistir aos jogos. Eu l&#225;, sentado de boa, com a minha raquete nas costas, quando chegou um garoto perto. Ele devia ser da minha idade, talvez pouca coisa mais nova, tinha cara de bobo, cabelo meio compridinho (marrom com umas mechas loiras), de olhos escuros. Acho que hoje ele seria um emo, mas n&#227;o era moda ainda dois anos atr&#225;s. Enfim. Ele chegou perto e, quando eu olhei pra ele, ele disse, parado de p&#233; na minha frente: &#34;E a&#237;, tudo certo?&#34;Ele tinha a voz e o jeito meio femininos, e eu pensei: &#34;o que esse cara quer?&#34; Ent&#227;o entendi. Assim que eu respondi, com um &#34;tudo beleza, e contigo?&#34;, ele olhou para tr&#225;s - coisa que aparentemente n&#227;o devia ter feito. Havia 2 garotas l&#225; do outro lado da quadra, que quase se jogaram atr&#225;s da muretinha de madeira pra se esconderem. Usaram o pobre garoto pra vir falar comigo. Como ele ficou vermelho de vergonha, talvez pensando que tinha &#34;estragado tudo&#34;, eu dei corda, e disse:&#8220;Quem s&#227;o as suas amigas?&#8221;Completamente sem gra&#231;a, e atropelando as palavras, ele respondeu:- Minhas amigas.Pensando bem, fez sentido a resposta. Eu que fiz a pergunta errada. Ent&#227;o tentei de novo:&#8220;Mas por que elas te mandaram aqui?&#8221;- Sei l&#225;... querem conversar com voc&#234;&#34;.Eu notei que elas ainda olhavam na nossa dire&#231;&#227;o, ent&#227;o me levantei e comecei a andar at&#233; o lugar onde elas estavam. E, &#233; claro, elas tentaram disfar&#231;ar das piores maneiras poss&#237;veis. Ambas tinham cabelos escuros, mas uma delas havia, sem muito sucesso, tentado fazer mechas vermelhas no seu &#8211; mechas que j&#225; estavam desbotando. Parecia um mico-le&#227;o. Elas deviam ser da minha idade, sen&#227;o pouca coisa mais novas. E estavam morrendo de vergonha.Quando eu finalmente cheguei at&#233; elas, com o garoto vindo atr&#225;s de mim, as cumprimentei com um aceno de cabe&#231;a e disse: &#8220;Oi. Meu nome &#233; Patrick. Voc&#234;s queriam falar comigo?&#8221;Absolutamente desconcertadas, as duas gaguejaram e ficaram uma olhando pra outra, coisa que, confesso, me irritou profundamente. Puta que pariu, se elas queriam falar algo, que desembuchassem! Mas hoje percebo que, &#224; &#233;poca, eu estava transtornado demais pra perceber que a atitude delas era bastante razo&#225;vel. Eu que estava impaciente demais, deveria ter sido um pouco mais condescendente. De qualquer modo, por fim, vencendo a timidez, a mais baixa delas disse (eu n&#227;o lembro o nome delas, ent&#227;o vou colocar qualquer um):- Eu sou a Mar&#237;lia. Esta &#233; a Lu&#237;sa, e esse &#233; o Gustavo. N&#243;s tamb&#233;m estudamos no COC, s&#243; que somos da s&#233;tima s&#233;rie.. Voc&#234; estava no 1&#186; Colegial n&#233;?&#8220;Sim&#8221;, respondi. &#8220;Pensando melhor, acho que j&#225; vi voc&#234;s l&#225; no Col&#233;gio&#8221;, menti. Eu realmente n&#227;o lembrava deles. &#8220;Mas o que voc&#234;s queriam me falar mesmo?&#8221;- Vai ter uma festa hoje na ch&#225;cara do Luis Guilherme, do segundo colegial, voc&#234; conhece?Luis Guilherme. Um dos imbecis que andavam com o T&#250;lio Henrique e, apesar de serem mais velhos que ele, babavam ovo para o bacan&#227;o.&#8220;Conhe&#231;o.&#8221;- Ent&#227;o, voc&#234; quer ir? &#8211; perguntou a tal Mar&#237;lia. Os outros dois pareciam dois vasos de samambaia, im&#243;veis e mudos.Apesar de ter cogitado seriamente responder &#8220;n&#227;o&#8221;, afinal era na ch&#225;cara do Luis Guilherme &#8211; um dos garotos que me zoaram muito quando eu me mudei para o COC &#8211; disse que sim. E desconfio que foi pelo mesmo motivo &#8211; o de ter sido zoado. E, al&#233;m disso, uma festa provavelmente fosse me fazer bem.&#8220;Precisa de ingresso?&#8221;, eu perguntei.- D&#225; pra ele &#8211; comandou a Mar&#237;lia ao tal do Gustavo, que meteu a m&#227;o no bolso da cal&#231;a e me entregou um peda&#231;o de papel, no qual, num dos lados, estava impresso o nome e a data da festa, e no outro, um pequeno mapa de como chegar &#224; ch&#225;cara.&#8220;Quanto &#233;?&#8221;, perguntei.- Nada. &#201; de presente.Apesar de achar aquilo tudo muito estranho, decidi n&#227;o argumentar. Simplesmente agradeci, e a Mar&#237;lia disse:- Voc&#234; tem com quem ir?&#8220;Eu... n&#227;o.&#8221;- Quer ir com a gente? Vamos sair da casa da Lu&#237;sa, o irm&#227;o dela vai nos levar.&#8220;Beleza. Como eu fa&#231;o?&#8221;- Me passa seu celular, que eu te ligo e n&#243;s combinamos. Te pegamos em algum lugar, na sua casa, no Shopping, sei l&#225;.Eu dei a ela o n&#250;mero do meu celular e ela me passou o dela. Ent&#227;o olhei no rel&#243;gio e vi que j&#225; passava das seis da tarde. Hora de ir embora, a dona Norma estava indo me pegar. E a festa come&#231;ava dali a tr&#234;s horas.</description>
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		<title>XXXII_I_am_so_sorry</title>
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		<dc:date>03.04.07</dc:date>
		<dc:creator>Soubi</dc:creator>
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		<description>Bom dia, pessoal... 3 e 34 da manh&#227; aqui em... ops. J&#225; j&#225;.Sei que faz mais de 4 semans que eu n&#227;o posto, e queria pedir milh&#245;es de desculpas por isso. Estou me sentindo horr&#237;vel de verdade. Mas... logo voc&#234;s v&#227;o entender o porqu&#234;. Aconteceram um zilh&#227;o de coisas na minha vida, e eu vou contar cada uma delas.Daqui a pouquinho j&#225; vou postar a continua&#231;&#227;o do &#250;ltimo post. E, mais uma vez... me desculpem. Al&#233;m disso, muito, muito obrigado pelos coment&#225;rios de incentivo, pelos e-mails enoooormes que algumas pessoas mandaram, desejando felicidade, mandando abra&#231;os e at&#233; mesmo me amea&#231;ando para que eu postasse novamente, hehehe. Eu sei que dei mancada, mas espero que voc&#234;s possam entender em breve o porqu&#234;. Um grande abra&#231;o pra todo mundo, voc&#234;s sabe o quanto s&#227;o importantes pra mim.Ali&#225;s... eu recriei o meu Orkut. A&#237; vai:http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=11730451157067821204;) at&#233; mais, pessoal!</description>
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	<title>Mem&#243;rias de um puto n&#227;o-virgem</title>
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	<description>E a&#237;??? Eu sou o Patrick, 17 anos, interior de S&#227;o Paulo. Sou bissexual e resolvi escrever este blog pra gravar em algum lugar as coisas que t&#234;m me atormentado, pensamentos, d&#250;vidas, indecis&#245;es, decis&#245;es, minhas primeiras experi&#234;ncias! At&#233; mais!</description>
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		<title>XXXIV___O_po&#231;o_tem_fundo?__pt_II</title>
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		<dc:date>14.04.07</dc:date>
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		<description>*continua&#231;&#227;o do post anterior***Ainda que n&#227;o me arrependesse de ter enchido a cara, como eu lamentava profundamente ter preocupado e decepcionado a dona Norma, eu decidi dar um tempo. Pelo jeito eu havia passado o numero do meu celular para o &#8220;Nada&#8221;, porque, dois dias depois do vexame, ele me ligou, me chamando pra sair de novo com eles. Mas, como eu estava resolvido a n&#227;o repetir o que havia acontecido, disse que n&#227;o ia poder, dei uma desculpa qualquer. Mas anotei o celular dele na agenda do meu.*Em vez disso, fui tentar arrumar o que fazer pra me distrair. Joguei uns jogos no v&#237;deo-game, escutei m&#250;sica, reli alguns trechos dos livros que eu mais gostava... e, &#233; &#243;bvio, aquilo logo se tornou chat&#237;ssimo. Joguei tudo &#8211; livros, controle do v&#237;deo-game e do aparelho de som &#8211; do lado da cama, fechei a janela do quarto e enfiei a cara no travesseiro. Eu sabia muito bem o que eu queria... do que estava sentindo falta...*Por mais que eu tentasse desesperadamente, n&#227;o conseguia me acostumar &#224; falta dos bra&#231;os do Pedro em volta de mim... de sentir a respira&#231;&#227;o dele no meu ouvido, quando dorm&#237;amos agarrados ali mesmo, naquela cama... era t&#227;o desesperador abrir o MSN e saber que ele n&#227;o ficaria online, dava tanta ang&#250;stia olhar pra piscina e ter a sensa&#231;&#227;o de que faltava nela aquele garoto lindo, com aquele sorriso brilhante, chacoalhando os cabelos pra jogar &#225;gua no meu rosto... ou ent&#227;o entrar no banheiro e ver s&#243; uma toalha pendurada, e o lugar da toalha que ele usava, vazio... a escova de dentes dele, na qual eu n&#227;o tive coragem de tocar desde que ele fora embora, ali na prateleira do arm&#225;rio, sobre a pia... quando eu me dei conta, j&#225; estava chorando compulsivamente de novo. Aquela dor indescrit&#237;vel que dilacera o peito, que parece espantar qualquer pensamento feliz... tudo voltava, as lembran&#231;as de n&#243;s dois juntos, o sorriso dele, o cheiro dele, o beijo dele... quanto mais eu tentava afastar aquelas lembran&#231;as, com mais for&#231;a elas me invadiam e me machucavam. &#8220;Tu foste pra mim, meu amor, como um dia de sol&#8221;, dizia a m&#250;sica que ele me mandara... eu j&#225; n&#227;o sabia o que era o sol h&#225; algum tempo. E aquilo do&#237;a demais.*Do&#237;a tanto que eu j&#225; estava com raiva de mim mesmo por n&#227;o estar conseguindo esquec&#234;-lo de vez. Ele deixara bem claro &#8220;como foi lindo o que morreu&#8221;. Morreu. Ele n&#227;o sentia mais nada por mim, se ele tinha conseguido me esquecer assim com tanta facilidade... por que eu n&#227;o poderia? &#201;, estava mais do que na hora de eu partir pra outra, dar um rumo na vida... eu ficava dizendo pra mim mesmo que o Pedro n&#227;o apenas estava longe, muito longe, mas tamb&#233;m que ele n&#227;o me amava mais. E, se ele n&#227;o sentia mais nada por mim, n&#227;o haveria um &#250;nico motivo pra eu ficar chorando por ele. E foi assim que eu tive uma id&#233;ia da qual eu ia, depois, me arrepender muito, mas muito mesmo.*Levantei da cama esfregando o nariz, liguei o computador e entrei no site do Bate-papo do UOL. N&#227;o demorou muito pra eu descobrir as salas de Ribeir&#227;o. Eu nunca havia entrado nelas, sempre que entrava no bate-papo &#8211; o que significa &#8220;quase nunca&#8221; &#8211; era nas salas &#8220;por idade&#8221;. Mas quando entrei numa das salas de Ribeir&#227;o, com o meu nome de nickname mesmo, n&#227;o demorou nada pra duas ou tr&#234;s pessoas saltarem na tela, perguntando &#8220;quer tc?&#8221;, ou &#8220;e ai, blz? Afim de tc???&#8221;. E duas delas tinham nick de homens. Eu sa&#237; imediatamente da sala, nervoso. Nossa, eu estava realmente fazendo aquilo. Tentando conhecer algu&#233;m pela Internet. Eu tinha id&#233;ia das complica&#231;&#245;es que isso pode trazer, mas... troquei o apelido, inventando um nome qualquer, e voltei a entrar na mesma sala. Claro que novamente pessoas vieram falar comigo. Mas dessa vez eu respondi.*Era muito estranho. Eu nunca havia feito aquilo antes, quero dizer, entrar na Internet para conversar com outros garotos para... bem, para buscar algu&#233;m pra conhecer. Eu s&#243; entrava pra bater papo mesmo, jogar conversa fora com pessoas desconhecidas, mas nunca passava disso. Mas naquele dia foi diferente. Eram garotos que, como eu, gostavam de garotos. Mor&#225;vamos na mesma cidade. Meu deus, e se eu encontrasse algu&#233;m do meu col&#233;gio ali??? Ao pensar nisso, eu quase desisti de novo. Mas, quando ia clicar no bot&#227;o pra sair da sala, apareceu uma mensagem de um cara com o nick de &#34;cara_legal&#34;, ou &#34;maneiro&#34;, algo assim. Perguntando se eu estava ocupado. Eu larguei o mouse e digitei: &#8220;n&#227;o to n&#227;o...&#8221;.*E assim n&#243;s come&#231;amos a conversar. Ele tinha um papo legal, e morava longe da minha casa, o que era um bom sinal. Mas a conversa foi avan&#231;ando, ele perguntando o que eu procurava na net, eu dizendo que n&#227;o sabia ainda, que nunca tinha conhecido ningu&#233;m da net, e tal. Ent&#227;o ele perguntou a minha idade e, quando eu disse que tinha 15 anos, ele saiu da sala. Eu fiquei l&#225;, com cara de besta, olhando pro monitor. Supus que ele fosse bem mais velho, pra simplesmente fugir da sala quando eu disse que tinha 15 anos. Ent&#227;o eu tamb&#233;m sa&#237; da sala e entrei em outra, mudando o nick de novo, mas dessa vez colocando nele: &#8220;15a&#34; na frente do nome, assim pelo menos quem viesse conversar comigo j&#225; saberia. Ent&#227;o, assim que entrei na sala, vi um nick interessante: &#8220;garoto carente&#8221;. Cliquei nele e perguntei se ele queria conversar, e ele disse que sim. E foi por causa desse &#8220;sim&#8221; que tudo aconteceu...</description>
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		<title>XXXIV___O_po&#231;o_tem_fundo?__pt_I</title>
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		<dc:date>14.04.07</dc:date>
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		<dc:subject>Adulto</dc:subject>
		<description>*Ouvindo: Lifehouse's &#34;Chapter One&#8221;.*&#8220;All the leaves are turning and the sky fades to grayStrange our life coincides with the seasons of todayWho's to say where the wind will blowWhat happens when everything is lying on the groundDo you pick up the pieces all aroundAnd if the world should fall apart hold on to what you knowTake your chances turn around and goCarry on you sayBring the best of todayAll I see is struggling on the way&#8221;.***Voc&#234;s j&#225; tiveram a sensa&#231;&#227;o de estarem numa daquelas cenas de desenho animado em que aparecem um diabinho e um anjinho, um de cada lado da sua cabe&#231;a, falando coisas diferentes no seu ouvido? Dando conselhos absolutamente opostos? Pois &#233;. Foi assim que eu me senti nas semanas seguintes ao vexame com a dona Norma. Que vergonha, deus.*Eu cheguei em casa cedo naquele dia em que sa&#237; da festa com os caras mais velhos. Cedo mesmo: passava das cinco e meia da manh&#227;. A dona Norma estava na cozinha, e correu abrir a porta que d&#225; pra &#225;rea de servi&#231;o quando ouviu o port&#227;o se abrindo. Quando eu cheguei perto o suficiente pra ela me encarar, ela disparou, afobada:- Meu Deus garoto! Aonde voc&#234; tava??? Eu aqui morrendo de preocupa&#231;&#227;o, liguei no seu celular n&#227;o-sei-quantas-mil vezes!!! Patrick! Que cheiro &#233; esse?? &#8211; ela perguntou, quase me chacoalhando.&#8220;N&#227;o &#233; nada... v&#244; pro quarto...&#8221;*Eu estava b&#234;bado. Bastante b&#234;bado. Mas ainda andava (bastante torto, &#233; verdade) e at&#233; conseguia entender boa parte do que ela falava. Mas sabem quando voc&#234; pensa as palavras mais r&#225;pido do que pode diz&#234;-las? Ent&#227;o. E olhem que eu estava pensando bem lentamente, o que significa que a dona Norma ficou muito assustada. Eu tenho certeza de que entendi o que ela disse porque, depois de acordar, naquela tarde, com um cheiro horr&#237;vel de &#225;lcool no quarto, eu me lembrei de tudo o que ela disse. Mas acho que na hora em que ela disse eu n&#227;o tinha condi&#231;&#245;es de responder nada. E ela deve ter percebido isso, porque me levou &#224; for&#231;a pro meu quarto &#8211; e digo &#224; for&#231;a n&#227;o porque eu estivesse voluntariamente resistindo, eu queria ir pra l&#225;, s&#243; que n&#227;o conseguia sozinho, principalmente devido aos m&#243;veis que pareciam se jogar no meio do caminho. Ela me sentou na cama e foi pro banheiro, e, segundos depois, fui arrastado para o chuveiro. A dona Norma arrancou minha roupa, me deixando s&#243; de cuecas, e me tacou debaixo d&#8217;&#225;gua fria. Santo deus, que sensa&#231;&#227;o horr&#237;vel! Parecia que eu estava acordando, aterrorizado, de um pesadelo alucinante. Principalmente porque eu tenho um problema com muita &#225;gua caindo sobre a minha cabe&#231;a. N&#227;o consigo ficar debaixo de cachoeiras, por exemplo. Me d&#225; falta de ar, desespero, enfim, eu geralmente fico com a cabe&#231;a abaixada enquanto tomo banho, deixando a &#225;gua cair no pesco&#231;o, n&#227;o sobre a cabe&#231;a. Ent&#227;o, com a &#225;gua gelada, ainda por cima, pareceu que eu estava levando um choque. Tentei desligar o chuveiro, mas a dona Norma n&#227;o deixou. Ficou segurando meus bra&#231;os, enquanto falava coisas como &#8220;onde j&#225; se viu!&#8221;, &#8220;n&#227;o &#233; nenhuma crian&#231;a&#8221;, &#8220;me mata de preocupa&#231;&#227;o&#8221;, &#8220;sem ju&#237;zo algum!&#8221;. Confesso que, na hora, eu n&#227;o estava ligando muito. Mas...**Quando abri os olhos, eles demoraram pra entrar em foco. Vi tudo quadruplicado, triplicado, duplicado, e enfim tudo se acertou. Minha boca estava sequ&#237;ssima, como se eu tivesse comido um saco de areia. N&#227;o que eu j&#225; tenha comido um saco de areia, mas imagino que a sensa&#231;&#227;o deva ser parecida. Olhei pro rel&#243;gio: quatro e meia da tarde, o que significava que eu tinha dormido por quase doze horas. O cheiro de &#225;lcool no quarto era absurdamente insuport&#225;vel. A janela estava fechada, fazia um calor horr&#237;vel. Eu me levantei rapidamente, e ca&#237; sentado na cama porque me deu tontura. At&#233; que fazia sentido, j&#225; que h&#225; muito tempo que eu n&#227;o comia nada. Em vez de tentar me levantar novamente, fiquei l&#225;, com a cabe&#231;a apoiada nas m&#227;os, e os cotovelos apoiados nos joelhos, tentando me lembrar do m&#225;ximo poss&#237;vel. E o pior &#233; que eu consegui.*Enquanto falava algumas frases aparentemente sem muita conex&#227;o umas com as outras, a dona Norma quase chorava. E, de uma maneira um pouco ego&#237;sta, eu desejei que fosse de preocupa&#231;&#227;o, e n&#227;o de decep&#231;&#227;o, porque decepcion&#225;-la seria devastador pra mim. Logo ela, que j&#225; tinha me dado tanto apoio... deus do c&#233;u, ela me ajudou a enganar os pais do Pedro, pra que ele pudesse viajar comigo... ela at&#233; foi conosco, porque sen&#227;o n&#227;o poder&#237;amos ir... isso sem falar na maneira como ela criticou a filha, me defendendo, e defendendo o que eu sentia pelo Pedro... e era assim que eu retribu&#237;a. N&#227;o que eu achasse que ela esperava alguma coisa em troca do que ela havia feito por mim a vida inteira, porque as m&#227;es nunca esperam nada em troca... mas esse era um consolo muito fraco, e eu continuava sem coragem de sair do quarto e arriscar encar&#225;-la.*Por fim me levantei e abri a janela, tirei a roupa de cama e coloquei len&#231;&#243;is limpos, e fui escovar os dentes &#8211; tr&#234;s vezes seguidas. Liguei o aparelho de som e coloquei um cd da Enya e deixei l&#225;, tocando bem baixinho. Sentado na cadeira do computador, continuava buscando coragem pra sair do quarto. Mas n&#227;o foi preciso. Em alguns minutos ela bateu na porta, tr&#234;s vezes, antes de eu conseguir dizer:&#8220;Entre&#8221;.- Boa tarde. T&#225; melhor?Eu n&#227;o sabia se ela estava me olhando ou n&#227;o, porque n&#227;o tive coragem de encar&#225;-la. S&#243; balancei a cabe&#231;a afirmativamente. Ela continuou:- Trouxe um lanche pra voc&#234;. Come sen&#227;o desmaia de fraqueza.Balancei a cabe&#231;a de novo e ela colocou a bandeja sobre o ba&#250; que ficava no p&#233; da cama. Antes de sair do quarto, ela disse:- Isso acontece com todo mundo, Patrick. S&#243; que a gente fica numa preocupa&#231;&#227;o danada! Tem que tomar cuidado pra n&#227;o fazer mal pra voc&#234; mesmo. E essas coisas fazem mal. N&#227;o to dizendo que n&#227;o &#233; pra voc&#234; se divertir, s&#243; pra ter cuidado e a cabe&#231;a no lugar &#8211; e saiu, fazendo com que eu me sentisse pior ainda.*Naquele dia, e no dia seguinte, a dona Norma fez de tudo pra eu achar que estava tudo bem, mas eu percebi que n&#227;o estava. Ela estava preocupada. Aquela situa&#231;&#227;o nunca tinha existido entre a gente. Depois de ela ter me defendido, quando a Evelyn me viu com o Pedro no meu quarto, aquela foi a segunda vez em que agiu como uma genu&#237;na m&#227;e, protetora, enfim, m&#227;e. E logo na segunda vez, eu agia como um filho-problema. Deus, eu nunca fora um filho-problema pros imbecis dos meus pais, que certamente mereceriam todo tipo de problemas com o filho, mas fui ser um problema logo com a dona Norma. A &#250;nica pessoa que se importava comigo...*E ent&#227;o voltamos ao come&#231;o do post. O diabinho e o anjinho. Eu tinha certeza que havia dado mancada. Sabia disso, e estava genuinamente arrependido de ter preocupado a dona Norma. Mas... por outro lado, n&#227;o me arrependia do que tinha feito, por algum motivo. Quero dizer, n&#227;o me arrependia de ter enchido a cara, de ter fumado, de ter sa&#237;do de carro com caras mais velhos e completamente irrespons&#225;veis. Meu remorso se resumia no que eu fiz &#224; dona Norma, mas se ela n&#227;o tivesse me visto chegar, se eu tivesse chegado bem, ent&#227;o... n&#227;o haveria remorso algum. Por algum motivo.</description>
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	<item rdf:about="http://soubi.blog.terra.com.br/xxxiii_um_novo_dia_parte_ii">
		<title>XXXIII_Um_novo_dia_parte_II</title>
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		<dc:date>03.04.07</dc:date>
		<dc:creator>Soubi</dc:creator>
		<dc:subject>Adulto</dc:subject>
		<description>*continua&#231;&#227;o do post anteriorEnquanto eu tomava banho, fiquei pensando se aquilo seria uma boa id&#233;ia. Ir a uma festa onde estariam justamente o povo do col&#233;gio que n&#227;o gostava de mim. Bem, eles n&#227;o gostavam de muita gente, &#233; verdade, mas eu me inclu&#237;a nesse grupo privilegiado. Eu provavelmente seria harassed, importunado, zoado, &#8220;melindrado&#8221;. Mas... saber? Que se fodesse. Eu ia e acabou. Quem quisesse se sentir incomodado com isso, nossa, eu n&#227;o ia dormir ontem de tanto lamentar. E &#224;s nove e pouco a tal da Mar&#237;lia me ligou, combinando de me pegar em casa mesmo. O irm&#227;o da Lu&#237;sa tinha uma cara de quem estava profundamente irritado por ter de servir de motorista &#224; irm&#227; e aos amigos pivetes. Ele devia ter uns vinte e poucos anos, e era bem bonito. Nem olhou pra minha cara direito, simplesmente acelerou depois de eu entrar no carro.A ch&#225;cara do tal Luis Guilherme era um pouco longe da cidade, quer dizer, da parte habitada da cidade. Ficava perto de uma das usinas de cana, e quando chegamos j&#225; havia bastante gente l&#225;. Muitas caras conhecidas, do col&#233;gio, e algumas que eu nunca havia visto antes, provavelmente de outras escolas. A Mar&#237;lia estava dizendo que haviam sido vendidos mais de trezentos convites para a festa. Um guri imbecil de 16 anos fazendo festa para 300 pessoas. Um promoter com futuro promissor, sem d&#250;vida e quase sem ironia.O pior de tudo &#233; que eu n&#227;o poderia falar mal da festa. Ela estava realmente boa. M&#250;sica legal, ilumina&#231;&#227;o da hora... refrigerante &#224; vontade, e, &#233; claro, algu&#233;m deu um jeito de contrabandear bebida pra dentro da ch&#225;cara. E, por algum motivo, desconfio que tivesse sido o pr&#243;prio dono da festa, pois era a TTH &#8211; Turma do T&#250;lio Henrique &#8211; que estava enchendo a cara. Ali&#225;s, falando em T&#250;lio Henrique... j&#225; passava das dez da noite quando, pelo jeito, ele n&#227;o se controlou mais. Eu j&#225; havia percebido que ele estava olhando para mim desde que eu chegara. Com certeza fez algum coment&#225;rio com os amigos, pois eles tamb&#233;m olharam pra mim e riram. Mas, at&#233; ent&#227;o, era s&#243; isso. E, sendo ele quem era, n&#227;o perderia a oportunidade, &#233; claro. Eu tomava Coca-cola quando ele chegou perto de mim com quatro dos seus &#8220;capangas&#8221;. - Olha s&#243; quem j&#225; esqueceu o &#8220;amigo&#8221;... -, disse ele, enfatizando muito o &#8220;amigo&#8221;. Eu fingi que n&#227;o ouvi e dei as costas pra eles, indo pra outro canto da ch&#225;cara. Ent&#227;o ouvi atr&#225;s de mim: - Faz bem em ir pra festas, porque o meu irm&#227;ozinho querido est&#225; se divertindo pacas l&#225; no Canad&#225;. Sabe como &#233;, ele sempre foi o mais... insens&#237;vel.Eu n&#227;o ia dar trela, n&#227;o podia. Era justamente o que ele vinha querendo desde que eu me mudei para o COC, e, mais que isso, depois que eu me tornei o melhor amigo do irm&#227;o dele. Um motivo para juntar um bando e me bater. Seria muita burrice aceitar a provoca&#231;&#227;o, por mais que eu quisesse. Continuei andando e n&#227;o olhei para tr&#225;s, apesar de eles continuarem me azucrinando, aos berros.&#8220;O meu irm&#227;ozinho querido est&#225; se divertindo pacas l&#225; no Canad&#225;&#8221;... aquilo n&#227;o devia me afetar, afinal eu j&#225; havia esquecido o Pedro. Ent&#227;o... por que, mesmo eu sabendo que o T&#250;lio provavelmente s&#243; dissera aquilo para me provocar, do&#237;a tanto? Por que eu ficava pensando nele, numa festa como aquela, s&#243; que cheia de canadenses gatinhos que estavam fazendo fila pra &#8220;experimentar&#8221; o meu namorado. EX-namorado... Droga...Vejam como s&#227;o as coisas, como parece que elas acontecem de prop&#243;sito, e n&#227;o por acaso. Eu havia acabado de me sentar num banco sob uma &#225;rvore, um pouco longe de onde a festa rolava mesmo, quando ouvi umas vozes. Olhei para os lados e vi tr&#234;s garotos mais velhos, deviam ter dezoito ou dezenove anos. Estavam bebendo e fumando. Escondido. Ent&#227;o eles perceberam que eu estava ali, e um deles disse, meio b&#234;bado: - Ei, quem &#233; voc&#234;? &#8220;Ningu&#233;m, cara, j&#225; to voltando pra festa. Foi mal atrapalhar a&#237;&#8221;, eu respondi, j&#225; levantando do banco. Ent&#227;o, surpreendentemente, a mesma voz disse: - N&#227;o, chega mais a&#237;. Eu hesitei um pouco, e ele insistiu: - Chega a&#237;, mano. De boa. Quando me aproximei o suficiente pra poder distinguir os rostos e, principalmente, o que havia nas m&#227;os deles, o mesmo ara disse: - Beleza cara? Senta a&#237;. D&#225; um copo pro moleque a&#237;, Bola. Saca s&#243;, eu sou o Nada, esse com os copos &#233; o Bola e esse malacabado aqui &#233; o Dig&#227;o. Galera gente boa.&#201;, eu podia notar. Estavam os tr&#234;s quase b&#234;bados, com duas garrafas de vodka quase secas, e uns ma&#231;os de cigarros, todos abertos, no ch&#227;o. O tal do &#8220;Nada&#8221; (tirando o &#8220;Nada&#8221;, de quem eu me lembro muito bem, os apelidos dos outros dois eu inventei, porque tamb&#233;m n&#227;o me lembro) pegou um copo vazio da m&#227;o do Bola, encheu at&#233; a metade com vodka e me entregou. Eu fiquei um tempo olhando pro copo. Meu, quem &#233; que toma vodka pura e quente? Nem russo faz isso! - Vai, mano, bebe a&#237;. &#201; vodka boa!Acho que aquele foi um momento decisivo no que seria minha vida nas semanas seguintes. Eu poderia ter largado o copo ali e ido embora, mas, por um desses motivos que a gente nunca chega a descobrir de verdade, eu virei a porcaria, e achei que minha garganta fosse derreter. Meu Deus, como aquilo era ruim! Senti o est&#244;mago embrulhar na hora, e mal ouvi os tr&#234;s &#8220;me cumprimentando&#8221; por ter virado meio copo de vodka. Claro que o Nada tornou a p&#244;r mais bebida no copo que eu acabara de esvaziar.Eu me lembro que at&#233; cheguei a pensar que n&#227;o havia motivo pra eu fazer aquilo, mas n&#227;o me censurei muito. Antes de come&#231;ar a beber o segundo copo, eu estava com um cigarro aceso na m&#227;o. E, sob os aplausos dos meus tr&#234;s &#8220;novos amigos&#8221;, o fumei inteiro antes de terminar de beber a vodka.O que aconteceu depois de eu beber o segundo copo de vodka n&#227;o ficou muito bem gravado na minha cabe&#231;a, por motivos &#243;bvios. Me lembro de coisas esparsas, flashes, momentos. Lembro que eu sa&#237; da festa de carro com os tr&#234;s. Lembro que mandei uma mensagem no celular da Mar&#237;lia, dizendo que estava indo embora com uns amigos. Lembro que fumei e bebi mais, mas n&#227;o lembro o quanto. De pelo menos um cavalo-de-pau na avenida Francisco Junqueira, perto do Corpo de Bombeiros. E, apesar de depois ter querido desesperadamente esquecer, lembro da cara da Dona Norma (que me esperava aflita na cozinha), de decep&#231;&#227;o, quando eu cheguei em casa, com o dia clareando, b&#234;bado e cheirando a cigarro.</description>
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	<item rdf:about="http://soubi.blog.terra.com.br/xxxiii_um_novo_dia_parte_i">
		<title>XXXIII_Um_novo_dia_parte_I</title>
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		<dc:date>03.04.07</dc:date>
		<dc:creator>Soubi</dc:creator>
		<dc:subject>Adulto</dc:subject>
		<description>*Ouvindo: Nickelback&#8217;s &#8220;Savin&#8217; me&#8221;.  &#8220;Show me what it's likeTo be the last one standingAnd teach me wrong from rightAnd I'll show you what I can beAnd say it for meSay it to meAnd I'll leave this life behind meSay it if it's worth savin' me&#8221;Pensando melhor, agora, se existe o inferno, e n&#227;o &#233; o que vivemos todo dia, certamente foi aquilo pelo que eu passei nos meses seguintes &#224; partida do Pedro para o Canad&#225;. Dizem que &#34;aquilo que n&#227;o me mata me fortalece&#34;, n&#227;o &#233; mesmo?  Pois naquela &#233;poca eu n&#227;o pensava assim. Logo que ele se foi parecia, sim, que aquela dor ia me matar. Mas depois... passou. Acho que o meu c&#233;rebro simplesmente bloqueou o Pedro por um tempo, talvez como um meio de auto-defesa. Eu j&#225; n&#227;o pensava mais nele, e, pra ser bem sincero, n&#227;o pensava em mais coisa alguma. Parecia que eu tinha um v&#225;cuo dentro da cabe&#231;a, e nada mais tinha muita import&#226;ncia.As aulas acabaram em Dezembro, eu fiz os testes e fiquei em Matem&#225;tica, mas por muito pouco, e consegui recuperar no exame. Eu j&#225; estava de saco cheio de ir &#224; escola, queria apenas ficar quieto no meu canto. Mas eu estava fazendo um esfor&#231;o pra dona Norma n&#227;o ficar muito preocupada comigo. Eu disse a ela que o Pedro e eu hav&#237;amos terminado, s&#243; por um tempo, enquanto ele estava no Canad&#225;. N&#227;o podia contar toda a verdade pra ela. N&#227;o podia dizer que o Pedro tinha estra&#231;alhado meu cora&#231;&#227;o, porque o que eu sofri com isso j&#225; havia sido suficiente, n&#227;o estava afim de sofrer por v&#234;-la tamb&#233;m chateada com isso tudo. Seria desnecess&#225;rio, afinal... afinal j&#225; havia passado e acabado mesmo.Pelo menos no come&#231;o das f&#233;rias eu ficava o dia todo em casa, no video-game, no PC, na piscina  ou sentado na cama, ouvindo m&#250;sica. Mas &#233; claro que logo os jogos acabaram, as m&#250;sicas come&#231;aram a se repetir e eu j&#225; criava avers&#227;o &#224; &#225;gua. Sem falar, &#233; claro, que eu fazia tudo isso sozinho. E desconfio que, por mais traum&#225;tico que seja o fim de um relacionamento, e por mais que n&#243;s queiramos dist&#226;ncia do mundo por algum tempo, vamos invariavelmente, mais dia menos dia, sentir falta nem que seja de estar em meio a outras pessoas. E no fim de Dezembro eu senti isso. Comecei a sair um pouco de casa. Ia ao shopping Santa &#218;rsula pra ver filme, ao clube jogar t&#234;nis, enfim, simplesmente pra n&#227;o ficar em casa. E foi a&#237; que come&#231;ou.Era uma ter&#231;a-feira, e eu estava no Regatas, o clube onde ia jogar t&#234;nis, na quadra coberta, esperando dois caras terminarem o jogo. O lugar estava cheio, na maior parte de pessoas da minha idade, entre uns 14 e 18, mais ou menos (afinal era no meio da semana). Tinha uma galera com raquetes, esperando pra poder jogar, e algumas pessoas que aparentemente s&#243; tinham ido assistir aos jogos. Eu l&#225;, sentado de boa, com a minha raquete nas costas, quando chegou um garoto perto. Ele devia ser da minha idade, talvez pouca coisa mais nova, tinha cara de bobo, cabelo meio compridinho (marrom com umas mechas loiras), de olhos escuros. Acho que hoje ele seria um emo, mas n&#227;o era moda ainda dois anos atr&#225;s. Enfim. Ele chegou perto e, quando eu olhei pra ele, ele disse, parado de p&#233; na minha frente: &#34;E a&#237;, tudo certo?&#34;Ele tinha a voz e o jeito meio femininos, e eu pensei: &#34;o que esse cara quer?&#34; Ent&#227;o entendi. Assim que eu respondi, com um &#34;tudo beleza, e contigo?&#34;, ele olhou para tr&#225;s - coisa que aparentemente n&#227;o devia ter feito. Havia 2 garotas l&#225; do outro lado da quadra, que quase se jogaram atr&#225;s da muretinha de madeira pra se esconderem. Usaram o pobre garoto pra vir falar comigo. Como ele ficou vermelho de vergonha, talvez pensando que tinha &#34;estragado tudo&#34;, eu dei corda, e disse:&#8220;Quem s&#227;o as suas amigas?&#8221;Completamente sem gra&#231;a, e atropelando as palavras, ele respondeu:- Minhas amigas.Pensando bem, fez sentido a resposta. Eu que fiz a pergunta errada. Ent&#227;o tentei de novo:&#8220;Mas por que elas te mandaram aqui?&#8221;- Sei l&#225;... querem conversar com voc&#234;&#34;.Eu notei que elas ainda olhavam na nossa dire&#231;&#227;o, ent&#227;o me levantei e comecei a andar at&#233; o lugar onde elas estavam. E, &#233; claro, elas tentaram disfar&#231;ar das piores maneiras poss&#237;veis. Ambas tinham cabelos escuros, mas uma delas havia, sem muito sucesso, tentado fazer mechas vermelhas no seu &#8211; mechas que j&#225; estavam desbotando. Parecia um mico-le&#227;o. Elas deviam ser da minha idade, sen&#227;o pouca coisa mais novas. E estavam morrendo de vergonha.Quando eu finalmente cheguei at&#233; elas, com o garoto vindo atr&#225;s de mim, as cumprimentei com um aceno de cabe&#231;a e disse: &#8220;Oi. Meu nome &#233; Patrick. Voc&#234;s queriam falar comigo?&#8221;Absolutamente desconcertadas, as duas gaguejaram e ficaram uma olhando pra outra, coisa que, confesso, me irritou profundamente. Puta que pariu, se elas queriam falar algo, que desembuchassem! Mas hoje percebo que, &#224; &#233;poca, eu estava transtornado demais pra perceber que a atitude delas era bastante razo&#225;vel. Eu que estava impaciente demais, deveria ter sido um pouco mais condescendente. De qualquer modo, por fim, vencendo a timidez, a mais baixa delas disse (eu n&#227;o lembro o nome delas, ent&#227;o vou colocar qualquer um):- Eu sou a Mar&#237;lia. Esta &#233; a Lu&#237;sa, e esse &#233; o Gustavo. N&#243;s tamb&#233;m estudamos no COC, s&#243; que somos da s&#233;tima s&#233;rie.. Voc&#234; estava no 1&#186; Colegial n&#233;?&#8220;Sim&#8221;, respondi. &#8220;Pensando melhor, acho que j&#225; vi voc&#234;s l&#225; no Col&#233;gio&#8221;, menti. Eu realmente n&#227;o lembrava deles. &#8220;Mas o que voc&#234;s queriam me falar mesmo?&#8221;- Vai ter uma festa hoje na ch&#225;cara do Luis Guilherme, do segundo colegial, voc&#234; conhece?Luis Guilherme. Um dos imbecis que andavam com o T&#250;lio Henrique e, apesar de serem mais velhos que ele, babavam ovo para o bacan&#227;o.&#8220;Conhe&#231;o.&#8221;- Ent&#227;o, voc&#234; quer ir? &#8211; perguntou a tal Mar&#237;lia. Os outros dois pareciam dois vasos de samambaia, im&#243;veis e mudos.Apesar de ter cogitado seriamente responder &#8220;n&#227;o&#8221;, afinal era na ch&#225;cara do Luis Guilherme &#8211; um dos garotos que me zoaram muito quando eu me mudei para o COC &#8211; disse que sim. E desconfio que foi pelo mesmo motivo &#8211; o de ter sido zoado. E, al&#233;m disso, uma festa provavelmente fosse me fazer bem.&#8220;Precisa de ingresso?&#8221;, eu perguntei.- D&#225; pra ele &#8211; comandou a Mar&#237;lia ao tal do Gustavo, que meteu a m&#227;o no bolso da cal&#231;a e me entregou um peda&#231;o de papel, no qual, num dos lados, estava impresso o nome e a data da festa, e no outro, um pequeno mapa de como chegar &#224; ch&#225;cara.&#8220;Quanto &#233;?&#8221;, perguntei.- Nada. &#201; de presente.Apesar de achar aquilo tudo muito estranho, decidi n&#227;o argumentar. Simplesmente agradeci, e a Mar&#237;lia disse:- Voc&#234; tem com quem ir?&#8220;Eu... n&#227;o.&#8221;- Quer ir com a gente? Vamos sair da casa da Lu&#237;sa, o irm&#227;o dela vai nos levar.&#8220;Beleza. Como eu fa&#231;o?&#8221;- Me passa seu celular, que eu te ligo e n&#243;s combinamos. Te pegamos em algum lugar, na sua casa, no Shopping, sei l&#225;.Eu dei a ela o n&#250;mero do meu celular e ela me passou o dela. Ent&#227;o olhei no rel&#243;gio e vi que j&#225; passava das seis da tarde. Hora de ir embora, a dona Norma estava indo me pegar. E a festa come&#231;ava dali a tr&#234;s horas.</description>
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	<item rdf:about="http://soubi.blog.terra.com.br/xxxii_i_am_so_sorry">
		<title>XXXII_I_am_so_sorry</title>
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		<dc:date>03.04.07</dc:date>
		<dc:creator>Soubi</dc:creator>
		<dc:subject>Adulto</dc:subject>
		<description>Bom dia, pessoal... 3 e 34 da manh&#227; aqui em... ops. J&#225; j&#225;.Sei que faz mais de 4 semans que eu n&#227;o posto, e queria pedir milh&#245;es de desculpas por isso. Estou me sentindo horr&#237;vel de verdade. Mas... logo voc&#234;s v&#227;o entender o porqu&#234;. Aconteceram um zilh&#227;o de coisas na minha vida, e eu vou contar cada uma delas.Daqui a pouquinho j&#225; vou postar a continua&#231;&#227;o do &#250;ltimo post. E, mais uma vez... me desculpem. Al&#233;m disso, muito, muito obrigado pelos coment&#225;rios de incentivo, pelos e-mails enoooormes que algumas pessoas mandaram, desejando felicidade, mandando abra&#231;os e at&#233; mesmo me amea&#231;ando para que eu postasse novamente, hehehe. Eu sei que dei mancada, mas espero que voc&#234;s possam entender em breve o porqu&#234;. Um grande abra&#231;o pra todo mundo, voc&#234;s sabe o quanto s&#227;o importantes pra mim.Ali&#225;s... eu recriei o meu Orkut. A&#237; vai:http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=11730451157067821204;) at&#233; mais, pessoal!</description>
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